terça-feira, junho 08, 2010

Caminho

E percorro os caminhos do pensamento
Como quem levanta a ideia
E há no sopro dos dias o vento da esperança adiada
Da língua tardia as palavras escondidas
Das mãos...das mãos abertas um travo que guardo
Um recanto encontrado, um rio...
Talvez um rio, onde as palavras se deleitam
Onde o deslizar seja a própria existência sem a primeira nem última
O encontro só no fim num mar, num imenso mar feito poesia,
Lá na anarquia feita ordem
A ordem do pensamento
Eis o ciclo vital...