sexta-feira, março 18, 2022

O lugar de às vezes

 

Às vezes sinto o desajeito da expressão do amor por ti

Como se o frenesim se tolda se

Como se as madrugadas fossem só o ar

Os sopros dos meus dias

Fossem a corrente incessante do teu olhar

Longas as horas sem ti

Breves as eternidades contigo

És, hoje uma permanência

Longe fica o tumulto inicial

Foi ficando a candura da descoberta

Da descoberta do homem

Do encontro com a mulher

As pequenas coisas

O andar, o olhar o teu respirar

E o lugar onde vou permanecendo

quinta-feira, dezembro 21, 2017

Aquele abraço...



Ficará sempre o teu sabor
Aquele abraço que nem o tempo apaga...
O teu corpo encaixado no meu.... Os corpos que falam sem letras nem palavras
Seremos sempre eternos amantes... Serás sempre aquela por quem espero... O olhar ansiado a cada acordar.... E a tua pele.
Não há tempo nem palavras.... pudesse eu voltar atrás ao tempo das decisões diferentes... Não há lamento há a realidade possível... e este amor interminável que só o olhar sabe.
Estás sempre aqui onde ele bate. 
Sem Dúvida que te amo.... Sem dúvida.. 
Aquele beijo demorado que tanto desejo tenho o todos os dias nos meus sonhos... dar te ei novamente  nem que seja para além deste tempo... que aparentemente nos separa. 
 

sexta-feira, dezembro 15, 2017

Cada dia

Traz me o dia que a noite já longa
Traz a luz que me tarda
Os lábios do teu sal
A espuma do teu corpo em espasmos de luxúria
O cheiro entranhado, os lençóis testemunhos e a pele..
Será a tua pele o meu consolo
O teu sorriso a luz que me tarda
Traz me as coisas simples
O respirar
O ar que me abasta
E o amor que não se diz...mas que se faz...
Traz me... As entranhas livres

sexta-feira, maio 06, 2016

Para ti...

Se o mar se abrisse de repente...se o mar ousa se destapar te...se todas as gotas do oceano se juntassem num repente...todas as coisas ditas e por dizer teriam um só gesto...todos os peixes  se vestiriam de algas para te receber...seria eu o Neptuno e tu minha sereia Imaculada...seriam as rochas e a espuma as testemunhas intemporais do nosso amor...serás sempre para mim a virgem do tempo...serás sempre o próprio tempo que não passa

sexta-feira, outubro 04, 2013

Do amor...


Ficaram sempre as ideias...
Serão sempre as ideias...
Dos anos a passar e eu a passar neles
Ficarão sempre os retratos, as memórias
Fotografias do tempo...tempos e tempos a passar

Mas esses são outros...
Agora há os de... agora
São ao que parecem mais devagar...
e no entanto...não
São exactamente iguais para quem os conta
E tão diferentes para quem o vive...

Esse tempo diferente de contar e viver...
Tal como o dentro e o fora que ganhou a forma do corpo
Do corpo pensado...para além do sentido
E o prazer...o imenso prazer...de o viver

A garantia do amor e a tranquilidade da consciência...eis o substrato da eternidade

Miguel Vieira

sábado, março 16, 2013

Era agora...

Era agora...

Sentava me no teu olhar a respirar te
O sopro da tua alma tocava me como um poema sem letras...
Ficava só com o teu sopro...
Nada mais de ti...Só o teu sopro...
O corpo a ficar em ti naquele ti...
Sonhei cada gesto
Quis cada abraço
E agora só o sopro...
Uma lembrança eterna
Há em ti a memória do tempo dos olhares
Há em mim o encontro desejado
Há em nós o futuro prometido
E eu a quere lo a cada instante resgatado da memória
A querer te mais que o sopro
Mais que o corpo
A querer te a alma
O pedaço de eternidade

Miguel Vieira

Se soubesses....

Se soubesses a que sabes
Se soubesses a que sabe o teu olhar
Se eu tivesse palavras para te dar o meu
Quando penso em ti
Se soubesses que a tua ausência....é sentida como presença
Se soubesses que és para mim uma lágrima insecável
Uma eternidade
Um rio que não pára

segunda-feira, março 11, 2013

00:00



00:00
Hoje escrevo te particularmente envolto em ti
Sobram em mim os teus pedaços espalhados por onde ando e olho
Vais me habitando num continuo que desejo
Nessa promessa desprometida
Vou te encontrando por casa
e sentindo o teu cheiro
As almofadas já são tuas
E o teu corpo continua aqui
Há em ti uma presença que se perpetua na tua ausencia
O jeito brusco de existir
Talvez porque assim teve de ser
Como se tudo na tua vida tenha sido brusco
Os pulinhos pela casa num medo inquietante
Como se pessoas do nada pudessem surgir debaixo de cada passo
São só os teus passos meu amor
São os teus passos
Que agora dão a cadência dos...meus...
Hoje escrevo te particularmente envolto também nos teus passos
Afeiçoei me a eles e fiquei com seu ritmo
Já não os troco por nada
Fiquei com os teus silêncios cheios de ti
Que as palavras já não são por dizer
Pautam o ritmo dos silêncios
Tal como os teus passos
Ficaram no silêncio da tua ausencia
E tu neles aqui
Como as palavras por dizer que não necessitam de ser ditas
Assim és tu para mim
Os silêncios, as palavras ditas e por dizer sem ser preciso dizê las, os passos que marcam o ritmo, os murmúrios que são as palavras quase ditas mas já entendidas
Os silêncios do olhar
Os olhares possiveis...
Os abraços dados e desejados
E as mãos...
Dadas

Miguel Vieira