Naõ se abraça à distância,
Não se toca no ombro.
mas sente-se a dor e o frio no coração cá por dentro,
A memória é honesta e e o silêncio também é música,
O meu silênciotem a formade um imenso abraço impotente ao teu desconsolo,
Eis aqui a pequenez dos nossos gestos e o infinitodo desejp.
O legado que te é deixado, esse é dotamanho do desejo tal como o amor de deus.
Eles estão contigo bem mais do que sabes e tanto quanto mereces...
quinta-feira, março 23, 2006
sexta-feira, março 17, 2006
Chuva no Caminho
Chove na noite que a manhã tarda,
é tarde para quem vai daqui para lá,
é cedo para os que inanimados esperam,
deitados que o efeito lhes passe.
Mais tarde parecer-lhes-á que a manhã tarda
e é como se a noite se estende-se para além do efeito das pastilhas.
Mudos com gritos de pensamento turvo,
circulam em passeios sem fim,
em estradas sem sinais
sem bermas nem canais,
Esperam a hora dos vivos,
que saem e entram,
sacodem a chuva que a manhã tarda
E a vida muda surda já só está ali...
é tarde para quem vai daqui para lá,
é cedo para os que inanimados esperam,
deitados que o efeito lhes passe.
Mais tarde parecer-lhes-á que a manhã tarda
e é como se a noite se estende-se para além do efeito das pastilhas.
Mudos com gritos de pensamento turvo,
circulam em passeios sem fim,
em estradas sem sinais
sem bermas nem canais,
Esperam a hora dos vivos,
que saem e entram,
sacodem a chuva que a manhã tarda
E a vida muda surda já só está ali...
Livro
noitesedias
O abraço que tenho dentro de mim espreguiçou-se, dos braços sairam ideias tamanho das letras, dos ombros arrancaram-se pesos, das mãos dedos de indicar. A leveza do encanto, soltou-se em risos descarados, marcas de tempos idos e por vir, cruzam-se com os braços ainda embrulhados, face a face passado e o que há-de vir. Júbilo e desafio, vontades e medos, o impensavel e o provável, o longe e o ali. O som dos pensamentos confunde-se com desejos feitos de esperas imaculadas, como virgens do tempo a cada instante, o espirito feito realização na aura da vida, surge num papel feito de nada, o calvário que me espera é à medida da tentação das pontas dos dedos que batem nas letras, o caminho que percorre há-de ser o escorrer da tinta de dentro de mim.
O abraço que tenho dentro de mim espreguiçou-se, dos braços sairam ideias tamanho das letras, dos ombros arrancaram-se pesos, das mãos dedos de indicar. A leveza do encanto, soltou-se em risos descarados, marcas de tempos idos e por vir, cruzam-se com os braços ainda embrulhados, face a face passado e o que há-de vir. Júbilo e desafio, vontades e medos, o impensavel e o provável, o longe e o ali. O som dos pensamentos confunde-se com desejos feitos de esperas imaculadas, como virgens do tempo a cada instante, o espirito feito realização na aura da vida, surge num papel feito de nada, o calvário que me espera é à medida da tentação das pontas dos dedos que batem nas letras, o caminho que percorre há-de ser o escorrer da tinta de dentro de mim.
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