sexta-feira, março 18, 2022

O lugar de às vezes

 

Às vezes sinto o desajeito da expressão do amor por ti

Como se o frenesim se tolda se

Como se as madrugadas fossem só o ar

Os sopros dos meus dias

Fossem a corrente incessante do teu olhar

Longas as horas sem ti

Breves as eternidades contigo

És, hoje uma permanência

Longe fica o tumulto inicial

Foi ficando a candura da descoberta

Da descoberta do homem

Do encontro com a mulher

As pequenas coisas

O andar, o olhar o teu respirar

E o lugar onde vou permanecendo