sexta-feira, outubro 04, 2013

Do amor...


Ficaram sempre as ideias...
Serão sempre as ideias...
Dos anos a passar e eu a passar neles
Ficarão sempre os retratos, as memórias
Fotografias do tempo...tempos e tempos a passar

Mas esses são outros...
Agora há os de... agora
São ao que parecem mais devagar...
e no entanto...não
São exactamente iguais para quem os conta
E tão diferentes para quem o vive...

Esse tempo diferente de contar e viver...
Tal como o dentro e o fora que ganhou a forma do corpo
Do corpo pensado...para além do sentido
E o prazer...o imenso prazer...de o viver

A garantia do amor e a tranquilidade da consciência...eis o substrato da eternidade

Miguel Vieira

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