Nunca ambicionei ter um blog, na verdade cheguei a ser mordazmente critico face à sua existência, inveja talvez, e depois aquela ideia de que aparecer na net é algo assim distante só ao alcance de iluminados corajosos e capazes de feitos épicos, não para alguém que procura as letras de fio a pavio num amontoado de estranhas teclas. Assim até parece bizarro estar a bater com as pontas dos dedos num lado e sairem palavras noutro e que estas possam ser vistas em qualquer parte do mundo... tamanha ousadia!!! O nome não foi ao acaso, trata-se de uma alegoria ao incessante avançar, de quê? Dos ponteiros do relógio, do pêndulo invisivel,das marés, das estações, das noites e dias. O que fazemos, o que faço com este privilégio, como preêncho os hiatos, as opçoes que tomo, o que perco, o que ganho, as ambivalências e incoerências, de quem gosto, do que vejo, do que faço e do que faço com isso.
Também não sei se vai ser um espaço catartico, é um movimento tranquilo despretensioso, individual como quase tudo na minha vida neste momento, é um espaço sem compromisso, que não pretende ser um diário, pretende ser só um espaço, mais um espaço na minha vida... depois logo se vê...

1 comentário:
"Alguém que procura as letras de fio a pavio num amontoado de estranhas teclas".Bonito, muito bonito. Tal com este espaço promete ser. Fico contente, ao entrar aqui pela primeira vez, no meio da estação do oriente. Tenho a esperança de te(aqui vou tratar-te por tu, está bem?)vir a conhecer só mais um bocadinho, devagarinho...depois logo se lê. Fico à espera de mais.Parabéns.PS: faz um esforço e põe através de estranhas teclas tudo aquilo que já fizeste pelo fio de tinta duma caneta
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