domingo, dezembro 12, 2010

Esgotei as palavras à custa de tanto as juntar
Umas nas outras se fundiram
E perderam o sentido

Juntei as que sabia saber
Com as outras que inventei
Dos teus ouvidos a ausencia
Da tua boca o silencio
De ti um profundo pesar

Era um pesar sem peso
Uma leve penumbra uma nevoa
Sim foste uma nevoa para mim

Construi te na luz do meu desejo
E ficas te na minha falha
Numa ferida por sarar

Sangrei te como quem limpa as entranhas

E deixei as rimas des(sentidas)
As ruas fecharam se e os rios secaram
Já não há lagrimas das que sem ti senti
Do que sobra..
Ficou o rasto do languido caminho que foi a tua morte
Em mim....

Miguel Vieira

Sem comentários: