Esgotei as palavras à custa de tanto as juntar
Umas nas outras se fundiram
E perderam o sentido
Juntei as que sabia saber
Com as outras que inventei
Dos teus ouvidos a ausencia
Da tua boca o silencio
De ti um profundo pesar
Era um pesar sem peso
Uma leve penumbra uma nevoa
Sim foste uma nevoa para mim
Construi te na luz do meu desejo
E ficas te na minha falha
Numa ferida por sarar
Sangrei te como quem limpa as entranhas
E deixei as rimas des(sentidas)
As ruas fecharam se e os rios secaram
Já não há lagrimas das que sem ti senti
Do que sobra..
Ficou o rasto do languido caminho que foi a tua morte
Em mim....
Miguel Vieira
domingo, dezembro 12, 2010
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