sexta-feira, março 17, 2006

Livro

noitesedias
O abraço que tenho dentro de mim espreguiçou-se, dos braços sairam ideias tamanho das letras, dos ombros arrancaram-se pesos, das mãos dedos de indicar. A leveza do encanto, soltou-se em risos descarados, marcas de tempos idos e por vir, cruzam-se com os braços ainda embrulhados, face a face passado e o que há-de vir. Júbilo e desafio, vontades e medos, o impensavel e o provável, o longe e o ali. O som dos pensamentos confunde-se com desejos feitos de esperas imaculadas, como virgens do tempo a cada instante, o espirito feito realização na aura da vida, surge num papel feito de nada, o calvário que me espera é à medida da tentação das pontas dos dedos que batem nas letras, o caminho que percorre há-de ser o escorrer da tinta de dentro de mim.

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