Chove na noite que a manhã tarda,
é tarde para quem vai daqui para lá,
é cedo para os que inanimados esperam,
deitados que o efeito lhes passe.
Mais tarde parecer-lhes-á que a manhã tarda
e é como se a noite se estende-se para além do efeito das pastilhas.
Mudos com gritos de pensamento turvo,
circulam em passeios sem fim,
em estradas sem sinais
sem bermas nem canais,
Esperam a hora dos vivos,
que saem e entram,
sacodem a chuva que a manhã tarda
E a vida muda surda já só está ali...
sexta-feira, março 17, 2006
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1 comentário:
Ontem alguém me disse que aqui se escreviam bonitas palavras. Senti uma imensa curiosidade em absorvê-las. E foi exactamente isso que fiz.
Gostei muito de as ler, de ver o espelho de uma realidade velada pelas variadíssimas circunstâncias que levam a sociedade a encarcerá-la.
Inspiração e boa escrita!
Que continue!
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