O alentejo quenasce dentro de mim, voa devagar e mostra asas de pena longa e cauda curta.
Pensamento aplanado pela marisia do sudoeste onde
galgam ondas de espuma, na rocha polida
Força indomável, a natureza terna e acolhedora
Os olhos rasos de planicie e cheios de mar,
gargalhada largada ao vento,solta e leve.
A descendência que corre na areia encontra o caminho
do amor e os braços que a acolhem o reencontram
tanto tempo passado do lado da vida errado da vida e
ela ali ao lado, o tesouro e o infortunio, a razão por fim na emoção.
A descoberta do tempo que passa em cada segundo, não
como se fosse o`último, que esse já lá vai.
Mudar de linha
mudar para outra linha
Mudar para viver.
O abraço que procurei tanto tempo , estava mesmo dentro de mim, estava abraçado a ele, estava enrolado nele, como alguém que procura algo que está na sua própria mão,
enrolado ao pulso para não se esquecer.
Há uma coerência, mesmo na incoerência, digamos que a última é só o percurso para a primeira,
por vezes longo,
mas a antecipação do sofrimento que existe no momento de impactocom a coerência (como se algo de estranho se tratasse), promove o demorado o caminho, sem saber que a própria incoerência é o caminho cheio de sofrimento.
Afinal esta incoerência é o resultado da busca, da procura, da incessante deambulação entre o sofrimento e o prazer, entre tudo aquilo que cada um dá a si próprio e à sua vida
Neste preambulo, constroem-se verdades, destroem-se mitos e ilusões, mata-se e nasce-se vezes sem conta, ri-se e chora-se, esta é a essência do sofrimento com lampejos de alegria
quarta-feira, julho 12, 2006
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