Fiz com o tempo
O que se pode fazer com a eternidade
Gastei-o em pedaços generosos
Sem a noção de infinitude
Guardei-o nos relógios
Nas salas de espera
Nos espantos das caras
Num desacato entretido
Não quis a noite que eu me tivesse
Quem me dera abandonar este ser interpretativo
Refém da leitura dos sinais
E ficar pelos sentidos
Ficar pelas coisas
Pelos olhos e pelos olhares
Ah! E o desejo de conhecer desse lugar ao prazer de encontrar
Um descanso celeste poderia visitar
domingo, março 20, 2011
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